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Última revisão: setembro 21, 2003.

 _____________A r t i g o s____________

INTERPRETAÇÃO DA NATUREZA
CONCEITOS E TÉCNICAS

Por Sérgio Salazar Salvati
sssalvati@uol.com.br

O guia / condutor de ecoturismo é, acima de tudo, um educador. A educação para o meio ambiente, implica em um processo de sensibilização, transmissão de conhecimento e busca de um comprometimento do visitante como cidadão planetário, visando sua conscientização para modificação de comportamentos, valores e hábitos sociais.

A Educação Ambiental deve enfocar a relação entre o ser humano, a natureza e o universo de forma multi e interdisciplinar, ajudando a desenvolver uma consciência ética sobre todas as formas de vida com as quais compartilhamos este planeta.

O ecoturismo permite que a Educação Ambiental seja trabalhada de modo que o visitante tenha oportunidade de vivenciar suas próprias experiências, questionar-se sobre as coisas e buscar respostas à estas questões. Neste sentido, o guia / condutor de ecoturismo deve procurar levar o visitante a questionar-se, provocando-o e estimulando-o a reflexões e valorizando os conhecimentos prévios do visitante buscando a sua participação.

 

[ Conceitos em IA ].....[ Objetivos da IA ].....[ Princípios da IA ]

[ Planejamento em IA ].....[ Técnicas em IA ].....[ Qualidades do Intérprete ]

 

CONCEITOS EM INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL

Seu objetivo básico é revelar os significados, relações ou fenômenos naturais por intermédio de experiências práticas e meios interpretativos, ao invés da simples comunicação de dados e fatos (TILDEN, 1957).

A interpretação ambiental inclui a tradução da linguagem técnica de uma ciência natural em idéias que as pessoas em geral, que não são técnicas, possam facilmente entender. Isto implica em fazê-la de forma que possa ser entendida e interesse aos ouvintes (HAM, 1992).

T O P O

OBJETIVOS DA INTERPRETAÇÃO DA NATUREZA

  • Facilita o conhecimento e a apreciação da natureza

  • Objetivando conservar seus recursos naturais, históricos e culturais;

  • Visa aumentar a satisfação dos visitantes;

  • Servir de ferramenta para o manejo dos visitantes;

  • Estimular a participação do visitante nas questões político-ambientais.

 

PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL (TILDEN, 1957)

  • O processo de interpretação deve se relacionar com a personalidade e experiência do grupo de visitantes;

  • A interpretação não é somente informar;

  • A interpretação é uma arte;

  • A interpretação deve educar, criar expectativas, questionamentos e provocações;

  • Deve ser elaborada visando o entendimento do todo, de uma grande idéia;

  • A interpretação deve ser específica e dirigida ao estilo de visitante.

 

METODOLOGIA PARA O PLANEJAMENTO DA INTERPRETAÇÃO

As etapas do desenvolvimento de um plano de interpretação em Unidades de Conservação são (SHARP, 1982 e SILVA, 1996):

  • Determinação de objetivos;

  • Promover um inventário interpretativo;

  • Selecionar e desenvolver os temas a serem interpretados;

  • Identificar e desenvolver as facilidades e os serviços disponíveis para se promover a interpretação;

  • Identificar a demanda;

  • Analisar as alternativas de uso da área;

  • Desenvolver o plano e implementá-lo de forma gradual, seqüencial e contínua;

  • Revisar e monitorar freqüentemente.

T O P O

MÉTODOS E TÉCNICAS DE INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL

Segundo (HAM, 1992 e SCHIAVETTI, 1999) qualquer abordagem interpretativa que objetive parecer menos técnica e diferenciada de uma simples transferência de informações deve conter as seguintes qualidades:

  • A interpretação deve ser amena e promover o entretenimento;

  • A interpretação deve ser pertinente, ou seja, deve ter significado e ser pessoal ;

  • A interpretação deve ser organizada;

  • A interpretação deve ter um tema central ou um objetivo a ser alcançado;

  • Incentivar a participação;

  • Provocar e questionar o visitante;

  • Uso do humor.

Outras considerações sobre as técnicas de interpretação que podem ser executadas em qualquer tipo de trabalho, são (segundo silva, 1996):

  • A conversa deve ser orientada a não fugir do tema;

  • A atmosfera das apresentações deve ter um tom pessoal do guia;

  • O guia deve aproveitar bem o tempo disponível sem esquecer-se que o visitante merece um tempo a sós com a natureza para poder apreciá-la como bem quiser (tomar sol, beber água de minas, tomar banho de cachoeira, fotografar, relaxar etc.)

  • Posicionar-se de forma que o máximo de visitantes possam vê-lo;

 

QUALIDADES DO INTÉRPRETE

Além das características técnicas e profissionais que se exige do guia / condutor de ecoturismo, para o melhor desenvolvimento da interpretação o intérprete deve:

  • Conhecer a área e seu entorno;

  • Conhecer o visitante e adaptar-se ao seu perfil;

  • Sabe terminar uma conversa ou palestra de maneira educada.

  • Ser animado, criativo e gentil;

  • Conhecer e ser seguro de si mesmo;

  • Tratar todos com igualdade;

  • Manter boas relações.

Bibliografia

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