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Web Master Última revisão:setembro 21, 2003.
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r t i g o s_____________
Turismo em Áreas
Naturais ou turismo de natureza
Por Sérgio
Salazar Salvati sssalvati@uol.com.br
Pode-se considerar, apesar de não haver dados
consistentes para isto, que grande
parte do turismo no Brasil é realizada em áreas naturais, o que o
transforma em um dos mais dinâmicos e emergentes mercados no
Brasil. As exceções são
para as cidades históricas e para o turismo de negócios e eventos.
Mesmo o turismo de lazer dito convencional, oferece o espaço rural,
suas paisagens e recursos naturais, como o grande atrativo de
consumo. Porém ainda não se tem efetuado pesquisas fundamentadas e
consistentes que, de fato, quantificam os números do turismo em áreas
naturais, incluindo as atividades de ecoturismo. E mais complicado
ainda quando se pensa na tipologia de turismo que tem sido
desenvolvido.
Enquanto não há um consenso entre mercado,
governo, acadêmicos e
ambientalistas sobre o que é ou não ecoturismo, algumas entidades
projetam seus números. Para o IEB (Instituto de Ecoturismo do
Brasil) existem no país mais de meio milhão de praticantes, que
deve empregar no país, diretamente, mais de 30 mil pessoas, através
de pelo menos 5 mil empresas e instituições privadas. O trade de ecoturismo contaria com cerca de 250 operadoras e agências
especializadas, mais de 2 mil pousadas e mais de 1,5 mil prestadores
de serviços, entre lojas de equipamentos, transporte, alimentação,
consultorias e serviços de apoio (IEB, 1999). Para o Ministério de
Meio Ambiente e Conservation International (2000) o Brasil possui
1.680 ecolodges (refúgios de selva), mais de 300 agências e operadoras
comercializando produtos de ecoturismo, mais de 25 revistas em
turismo e meio ambiente e cerca de 1.500 profissionais e consultores
na área. O pantanal possui 30% dos ecolodges
brasileiros, seguidos pelas regiões Amazônica e Mata Atlântica,
com 25% cada.
Turismo
em áreas naturais pode ser definido como toda a atividade de lazer
e recreação turística que ocorrem em ambientes naturais e/ou
rurais. Em função de que o turismo exige infra-estrutura e
equipamentos, os ambientes naturais como rios, florestas, campos e
cavernas podem estar suscetíveis a degradações, muitas vezes
irreversíveis. Sob o
nome Ecoturismo, muitas atividades tem sido praticadas, algumas com
perfil esportivo, aventureiro ou científico, onde a única
similaridade entre elas é o contato com a natureza e a contemplação
das paisagens. Na verdade, atividades de lazer e recreação em áreas
naturais não necessariamente podem ser consideradas como
ecoturismo.
Este
tipo de turismo em áreas naturais que não está de fato
compromissado com os princípios do ecoturismo são chamados de
Turismo de Natureza, e possui grande demanda.
Atualmente
vivemos num mercado cada vez mais globalizado, onde predominam os
apelos de comunicação visando o consumo de "massa",
através da produção seriada de bens e serviços e de amplos e
variados esquemas de distribuição e promoção. Termos como
turismo natural, turismo de aventura, ecoturismo, turismo ecológico,
turismo ambiental e muitos outros, são largamente empregados pelo
marketing empresarial do mercado turístico porém, muitas vezes,
suas atividades não são desenvolvidas baseadas em atividades de
turismo ambientalmente e socialmente responsáveis. Sob o nome de
"ecoturismo", muitas atividades têm sido praticadas,
algumas com perfil esportivo ou de aventureiro. Em comum com o
ecoturismo possuem apenas o contato com a natureza e a contemplação
da fauna e flora das ricas paisagens brasileiras.
Este
tipo de turismo em áreas naturais que não está de fato
compromissado com os princípios do ecoturismo são chamados de
Turismo de Natureza, e possui grande demanda. O mercado consumidor
ainda não está conscientizado sobre os impactos e benefícios
reais do turismo e não adota na escolha de produtos turísticos os
critérios de "ecologicamente correto, socialmente justo e
economicamente equilibrado". Algumas pesquisas com consumidores
mostram que as principais motivações na compra de um pacote de
ecoturismo são o contato com a natureza e a busca por atividade física
e de aventura.
O
turismo em áreas naturais oferece as paisagens e os recursos do
ambiente como produtos de consumo. Para isso agregam ao atrativo
diferentes tipos de serviços. Surgem, desta forma, as atividades
específicas que atendem aos diversos interesses da demanda. As
atividades mais comuns são caminhadas por trilhas, por entre campos
e matas de rica biodiversidade, passando por grutas e
cavernas, relaxando em banhos de rios e cachoeiras, passeios de
barco e canoas, safáris fotográficos e visitas às comunidades
tradicionais. Segundo uma
pesquisa realizada em 1994 (RUSCHAMNN, 1995), o que motiva as
pessoas a comprarem um pacote de Ecoturismo é, primeiramente, o
contato com a natureza, seguido da busca de aventura e emoções, da
curiosidade, da necessidade de estar com amigos e conhecer novas
pessoas, estudar o meio ambiente ou simplesmente, exercitar-se.
Todas
as modalidades de turismo praticadas em áreas naturais são de caráter
altamente dinâmico, ou seja, são para apreciadores de
atividades físicas, algumas mais leves, outras mais exigentes. Porém,
sempre se observam novas atividades sendo desenvolvidas e
“inventadas”, principalmente pelos amantes de esportes e
aventuras ao ar livre (outdoor). Deve-se deixar claro que boa parte
destas atividades exige orientação de instrutores capacitados ou
guias especializados e, algumas, exigem treinamentos específicos e
equipamentos de segurança individuais ou coletivos. Muitas destas
práticas tem se tornado muito populares, conferindo maior grau de
risco aos praticantes em função de prestadores destes tipos de
serviços estarem sendo executados sem os devidos cuidados. Sérios
problemas de saúde e risco de vida são casos cada vez mais comuns
em alguns destinos de aventura no Brasil.
As
principais atividades turísticas em áreas naturais atualmente
desenvolvidas no Brasil são:
ALGUMAS
ATIVIDADES TURÍSTICAS EM AMBIENTES NATURAIS
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Atividades
/ Interesses
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Características
principais
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Necessidades
especiais
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Bóia-cross
(Acquaraid)
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Percorrer
rios de corredeiras por meio de bóias infláveis. O
equipamento pode ser uma câmara de pneu de caminhão ou
equipamentos específicos, melhor elaborados e resistentes.
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Equipamentos
como capacete e salva vidas, além de saber nadar e conhecer
o percurso.
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Asa
delta, pára-quedismo, para-pente,
paraglyder, balonismo
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Práticas
aéreas que permitem uma visualização das paisagens de
forma panorâmica e sem muitos impactos na fauna e flora.
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Treinamento
especializado e autorização de vôo. Os equipamentos são
caros e, na sua grande maioria, importado. Necessita também
apoio por terra.
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Acampamento
(Camping)
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Forma
mais econômica de hospedar-se próximo à natureza.
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As
barracas estão mais leves e mais baratas hoje em dia.
Campings regularizados, com um mínimo de estrutura,
evitando-se o camping selvagem.
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Cannyoning
/ Cachoeirismo (Cascading)
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Explorar
e percorrer rios de vale, driblando os acidentes naturais
como cânions, gargantas e cachoeiras. A variante "cascading"
é conhecida como rappel de cachoeira.
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Bons
equipamentos, equipes treinadas, preparo e experiência.
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Canoagem
(Canoeing, cayaking) e Rafting
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Passeios
de canoas e caiaques realizados em lagoas, lagos, rios com
ou sem corredeiras, baías, mangues etc. Rafting é a
descida de rios com corredeiras e pequenas cachoeiras com
botes infláveis de estrutura reforçada.
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Não
necessita técnica especializada, mas apenas acompanhamento
e saber nadar, além de coletes salva‑vidas e
capacete. Canoas e caiaques não são baratos, mas produtos
nacionais são bons e acessíveis.
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Ciclismo
/ Mountain Biking
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Passeios
de bicicleta adaptadas a terrenos irregulares por roteiros
pré-determinados. Pode-se alcançar lugares mais distantes
do que as caminhadas e com menor esforço físico.
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Exige-se
preparo físico e equipamentos de segurança como capacetes
e joelheiras.
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Caminhadas
e Travessias (Hikking / Trekking)
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Caminhadas
simples de até 3-4 km não exigem preparo físico, apenas a
definição de paradas para descanso e lazer. Trekking são
caminhadas mais longas, de até um dia. Travessias percorrem
longas distâncias, entre duas regiões de interesse, e
podem durar de 1 a 4
dias.
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Para
a prática de longas caminhadas e travessias não basta
disposição. Tem que ter um roteiro bem definido e um mínimo
de estrutura logística (equipamentos e vestuário), além
de preparo físico.
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Mergulho
livre e autônomo (Diving) / flutuação (Snorkerling)
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O
mergulho em áreas marinhas costeiras e em águas interiores
é prática já bem desenvolvida no Brasil, porém pouco
explorada pelo turismo. A flutuação
é realizada em rios e mares de águas cristalinas,
equipado apenas com máscara, snorkell e pé de pato.
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Saber
nadar. Equipamentos de mergulho livre e de flutuação são
baratos. O de mergulho autônomo nem tanto e necessita de
cursos especializados.
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Montanhismo
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Caminhadas
em ambientes serranos e montanhosos, que podem ou não
incluir atividades de escalada simples ou vertical.
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Atividades
com elevados graus de dificuldade podem exigir treinamento,
equipamento e acompanhamento específicos.
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Observação
astronômica
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Observar
e conhecer planetas, estrelas e constelações. Melhor
realizado longe de centro urbanos e em locais de amplos
horizontes. Cartas celestes auxiliam na observação e podem
ensinar as noções básicas de orientação geográfica.
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Pode
ser realizada mesmo a olho nu, porém binóculos e telescópios
amadores, assim como instrutores especializados, podem
enriquecer a experiência.
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Observação
da fauna / flora / Safari fotográfico
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Realizadas
em todo e qualquer passeio, seja de barco, a cavalo ou à pé,
ou em equipamentos especializados, como torres de observação.
Exige-se técnicas de interpretação ambiental com guias
naturalistas especializados ou guias mateiros treinados.
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Especialmente
para a fauna, pode-se precisar de roupas camufladas, técnicas
de caminhadas, livros de identificação de animais e de
pegadas e equipamentos como binóculos, torres de observação
e canopy walkway.
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Observação
de pássaros (Birdwatching)
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Observar,
identificar e estudar pássaros em seu ambiente natural.
Trilhas específicas para esta atividade podem ser
implantadas. Os pássaros podem ter hábitos muito
diferentes entre as diversas famílias e deve-se conhecer as
melhores épocas e os horários específicos para observá-los.
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Necessita
de equipamentos como binóculos e bons livros de identificação
da avifauna. Técnicas ousadas, guias treinados e
equipamentos como torres de observação e passarelas
suspensas (canopy walk) permitem maiores chances de observação.
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Passeio
eqüestre / Enduro eqüestre
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Passeios
em cavalos treinados para visitantes de "primeira
cavalgada", de poucas horas ou de até um dia, formando
típicas comitivas. O cavalo é resistente a longas
caminhadas e proporciona uma maior interação com a
paisagem. Enduro eqüestre é o deslocamento por roteiros
mais longos e acidentados,
exigindo animais mais robustos e treinados.
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No
caso do passeio eqüestre, não há necessidade de experiência
prévia, apenas de orientações gerais do guia e de proteção
do sol. O enduro equestre é para visitantes mais
experientes. Neste caso é preciso também equipamentos e
conhecimento do roteiro.
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Pesca
amadora / esportiva
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Muito
popular em vários países, ganhando muitos adeptos no
Brasil. A prática da soltura do peixe após sua captura
(pesque e solte) também está crescendo. Equipamentos
simples e baratos são suficientes para uma boa pescaria.
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Utilizar
anzóis sem farpas machucam menos os peixes. Obedeça a
legislação local e federal, e obtenha a licença de pesca.
Há restrições para a época de reprodução (novembro à
março) e para o tamanho máximo de captura de algumas espécies.
Deve-se evitar as áreas de pesca de subsistência das
comunidades locais.
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Visita
em cavernas / Espeleomergulho
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A
visita em cavidades naturais permitem conhecer um ambiente
único, frágil e inóspito. Algumas cavernas apresentam
graus de dificuldade e só devem ser exploradas com
acompanhamento por especialistas, pois possuem abismos,
travessias de rios e lagos internos e até quedas d'água.
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O
Ibama exige plano de manejo da visitação e acompanhamento
especializado. A fauna é extremamente sensível às alterações
ambientais provocadas pela visitação. Os espeleotemas são
frágeis. Exige-se certo esforço físico e equipamentos,
alguns não tão baratos.
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Visitas
às comunidades locais / tradicionais
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Atividades
que proporcionam ao visitante trocas de conhecimentos, vivências
e experiências culturais. Regionalismos e marcas de
miscigenação racial possuem grande interesse turístico,
tais como a gastronomia, a arquitetura, a música, o
artesanato e as vestimentas. Modos de vida, tais como
atividades de lida com o gado, de pesca, de fabricação de
medicamentos e cosméticos naturais entre outros, agregam
valor cultural ao roteiro ecológico.
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Estudos
antropológicos e sócio-ambientais são necessários para
se conhecer as fragilidades culturais de alguns povos,
principalmente indígenas e quilombolas. Ações de resgate
e valorização cultural podem ser necessárias se receber
visitantes de diferentes culturas. Planejamento
participativo contribui no preparo da comunidade e para
ampliar os benefícios.
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Fonte:
Compilado por Sérgio Salazar Salvati a partir de consulta a
operadoras, especialistas, guias turísticos e guias de turismo.

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